A empresária acusada de provocar a morte de uma paciente em Goiânia será julgada por homicídio doloso após aplicar substância proibida em um procedimento estético. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), a acusada injetou polimetilmetacrilato (PMMA), um material de alto risco, em condições inadequadas e sem a qualificação necessária. A vítima, que buscava aumentar o volume dos glúteos, faleceu no hospital em Brasília após complicações de saúde provocadas pela aplicação, que ocorreram em julho do ano anterior. A acusada é acusada de ter assumido o risco de causar a morte ao realizar o procedimento de forma imprudente.
A denúncia destaca que a ré, apesar de não ser formada em medicina, atuava como profissional da saúde, realizando procedimentos invasivos e prescrevendo medicamentos controlados. Ela operava em um centro estético sem a devida licença sanitária e sem a presença de responsável técnico, o que resultou em uma fiscalização que interditou o local no dia seguinte ao falecimento da paciente. Além disso, a acusada teria ingerido bebidas alcoólicas e participado de uma festa na noite anterior ao atendimento, chegando atrasada e agitada para realizar o procedimento, que foi feito de forma apressada e sem as devidas condições de higiene.
O procedimento estético, que durou menos de 20 minutos, resultou em complicações graves, com a paciente desenvolvendo dores intensas e febre, sendo internada e vindo a falecer por falência múltipla dos órgãos devido a um choque séptico originado pela aplicação do PMMA. A acusada, que atraía principalmente mulheres em busca de modificações estéticas, será julgada por sua atuação ilegal e perigosa, motivada pelo lucro fácil, sem levar em consideração os riscos à saúde dos pacientes.