Eduardo Bolsonaro (PL-SP) decidiu se licenciar do cargo de deputado federal, o que deixa a Câmara dos Deputados sem um representante da família Bolsonaro pela primeira vez em 34 anos. A decisão foi anunciada em 18 de março de 2025, quando o congressista afirmou que permanecerá nos Estados Unidos para focar em sua atuação política contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. Eduardo Bolsonaro, que ocupa a cadeira desde 2015, disse que se afastará do mandato sem remuneração para se dedicar integralmente à sua causa.
O anúncio gerou reações diversas, especialmente no contexto de uma investigação em andamento. Eduardo Bolsonaro foi alvo de uma notícia-crime que visava investigar suas ações relacionadas à Comissão de Relações Exteriores e sua relação com o governo dos Estados Unidos. Apesar de a Procuradoria Geral da República recomendar o arquivamento da investigação, a tensão política se intensificou com a decisão do deputado de não retornar ao Brasil, alegando que o país não oferece mais condições de segurança para a oposição e expressando críticas a Moraes e à sua atuação.
A medida de Eduardo Bolsonaro reflete uma polarização crescente no cenário político brasileiro, com reações tanto da oposição quanto do governo. O deputado se declarou contra a possibilidade de volta ao Brasil, destacando suas críticas à falta de liberdade de expressão e acusando abusos de poder. O episódio ainda mantém um alto nível de atenção sobre a relação entre os poderes e a liberdade de ação dos parlamentares dentro do cenário político atual.