Nos primeiros meses do segundo mandato, a economia dos EUA apresentava indicadores robustos, como crescimento do PIB e baixo desemprego, sustentados por cortes de impostos e estímulos fiscais. No entanto, a imprevisibilidade nas políticas comerciais, com a priorização de tarifas e restrições, gerou um ambiente de incerteza que impactou a confiança de investidores e empresas. Essa mudança de rumo levou a correções nos mercados e elevou o debate sobre uma possível recessão, com analistas comparando o cenário atual ao dos anos 1970, marcado por estagnação e inflação alta.
O especialista entrevistado destacou que o mercado lida melhor com riscos previsíveis do que com incertezas abruptas, como as causadas pelas recentes medidas tarifárias. Empresas estão adotando postura defensiva, estocando insumos e reduzindo investimentos, o que já reflete em quedas no PIB e volatilidade nas bolsas. Além disso, o Federal Reserve (FED) enfrenta um dilema: cortar juros para estimular a economia, mesmo com pressões inflacionárias, ou manter a cautela diante da falta de clareza nas políticas econômicas.
No longo prazo, a desestabilização da ordem comercial internacional pode enfraquecer a posição dos EUA como emissor da moeda global, beneficiando economias como a China. O cenário atual exige que gestores adotem estratégias mais neutras, evitando exposições direcionais até que haja definição sobre tarifas e estímulos fiscais. Enquanto isso, a combinação de recessão potencial e inflação ascendente lembra os desafios da estagflação dos anos 70, deixando o mercado em alerta para os próximos capítulos dessa turbulência econômica.