A economia brasileira cresceu a um ritmo duas vezes maior no triênio pós-pandemia (2022-2024) em comparação aos três anos anteriores à covid-19. Segundo estudo da Fiemg, o PIB avançou, em média, 3,2% ao ano nesse período, contra 1,4% entre 2017 e 2019. A recuperação foi impulsionada principalmente pelo aumento do consumo, aliado à melhora no mercado de trabalho e à expansão do crédito, com destaque para o setor de serviços, que registrou crescimento de 15,9% no país e 32,7% em Minas Gerais.
O setor de serviços teve sua expansão acelerada pela digitalização do consumo durante a pandemia, beneficiando tanto empresas consolidadas quanto novos negócios. Já a indústria, após uma recuperação inicial rápida, enfrentou desafios a partir de 2021, como inflação elevada e ajustes na política monetária, embora permaneça essencial para um crescimento sustentável no longo prazo. De acordo com a Fiemg, o ciclo recente foi sustentado por políticas fiscais e monetárias expansionistas, mas com o efeito colateral de pressões inflacionárias.
Para equilibrar a relação entre capital produtivo, remuneração da força de trabalho e consumo das famílias, o aumento da taxa básica de juros (Selic) foi a principal ferramenta adotada, medida que segue em vigor. O estudo ressalta que, apesar dos desafios, a economia brasileira demonstra resiliência, com perspectivas de continuidade no crescimento, ainda que dependente de ajustes estruturais e controle inflacionário.
(Com informações da Agência Brasil)