Dorival Júnior foi demitido da seleção brasileira após a derrota por 4 a 1 para a Argentina, encerrando sua passagem com 58% de aproveitamento. Sob seu comando, o Brasil conquistou sete vitórias, sete empates e duas derrotas, marcando 25 gols e sofrendo 17. A equipe ocupa a quarta posição nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2026 e foi eliminada nas quartas de final da Copa América 2024 nos pênaltis para o Uruguai. Sua saída foi decidida em reunião na CBF após resultados inconsistentes e a incapacidade de estabelecer um padrão de jogo.
O início do trabalho de Dorival trouxe esperanças, com vitória sobre a Inglaterra e empate com a Espanha em amistosos. No entanto, a falta de um substituto para Neymar e a dificuldade em aproveitar o potencial de jogadores como Vini Jr., Rodrygo e Raphinha fragilizaram o time. A incoerência em convocações, como o caso de Endrick, e a ausência de um centroavante de referência agravaram os problemas, levando a um futebol sem identidade.
Taticamente, a seleção oscilou entre formações distintas, sem encontrar um modelo eficiente. A dependência da qualidade individual dos jogadores, em vez de um estilo coletivo definido, resultou em performances abaixo do esperado. A comparação com a Argentina, que também conta com atletas de clubes menos tradicionais, mas mantém um alto nível, evidenciou as falhas no trabalho de Dorival, culminando em sua saída.