Entre 2018 e 2019, uma clínica de estética em Goiânia atendeu 954 pacientes, muitos dos quais buscaram procedimentos de preenchimento facial. No entanto, investigações revelaram que a substância aplicada nos procedimentos não era o ácido hialurônico prometido, mas óleo de silicone, um produto utilizado na indústria e considerado tóxico para uso estético. Ex-funcionários da clínica denunciaram as irregularidades, e a polícia iniciou uma série de investigações para apurar os danos causados aos pacientes.
O óleo de silicone, um produto não biodegradável, apresenta riscos sérios à saúde, podendo gerar reações inflamatórias e nódulos, que exigem intervenções cirúrgicas para remoção. Vítimas da clínica relataram ter pago valores altos por um produto caro, como o ácido hialurônico, mas receberam um substituto de baixo custo. A polícia, após ouvir depoimentos de ex-funcionários e realizar exames dermatológicos, confirmou a presença do óleo de silicone nos rostos de algumas das vítimas.
Recentemente, os proprietários da clínica foram novamente presos por tentarem atrapalhar as investigações. Descobriu-se que continuavam comercializando produtos e tentando obstruir o processo judicial, o que resultou em novas prisões. A defesa dos envolvidos contestou as decisões, afirmando que os acusados estavam cumprindo as medidas cautelares impostas pela Justiça. A polícia recomenda que pacientes da clínica busquem orientação médica para tratar os danos causados pelos procedimentos.