O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira, 13, em ligeira queda de 0,15%, cotado a R$ 5,8002, após oscilar entre R$ 5,7917 e R$ 5,8358. A valorização do real foi atribuída à possível entrada de recursos estrangeiros no mercado local, tanto em renda fixa quanto em ações, além da valorização de outras moedas emergentes. No início do pregão, o dólar chegou a registrar alta devido a uma ameaça de tarifas elevadas por parte dos Estados Unidos, mas no final da manhã, a moeda passou a cair, acompanhando o movimento do mercado interno, especialmente com o desempenho positivo do Ibovespa, que ultrapassou os 125.600 pontos.
O fluxo cambial segue negativo no ano, mas a expectativa de entrada de investidores estrangeiros tanto no leilão do Tesouro Nacional quanto na Bolsa brasileira ajudou a segurar o dólar perto de R$ 5,80. Além disso, o comportamento da moeda foi influenciado pelo cenário externo, como o impacto da política tarifária dos EUA e o desempenho de outras divisas emergentes. O índice DXY, que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, subiu ligeiramente no final do dia, mas o dólar perdeu força frente a outras moedas como o peso chileno e o rand sul-africano.
No cenário interno, as incertezas fiscais também impactam o mercado. A expectativa pela votação do orçamento de 2025 gerou cautela, principalmente após o governo anunciar cortes em alguns programas sociais, como o Bolsa Família, enquanto promoveu ajustes para abrir espaço fiscal para novas políticas. O governo brasileiro reitera a meta fiscal de resultado primário zero, mas há desconfiança sobre a viabilidade de cortes adicionais ao longo do ano. Essa falta de apetite por decisões mais contundentes reflete a cautela dos investidores, mantendo o dólar em uma faixa relativamente estável, com a moeda brasileira tendo uma resistência sólida em torno de R$ 5,70.