A disputa pela presidência da Frente Parlamentar Evangélica, realizada em fevereiro de 2025, gerou tensões, mas o presidente eleito, Gilberto Nascimento (PSD-SP), minimizou o conflito, chamando-o de algo natural no atual cenário político do país. Nascimento destacou que a disputa interna não deve ser vista como uma divisão irreparável, já que a escolha por meio de votação é um processo democrático, em contraste com a prática anterior de aclamação. Apesar das diferenças, ele reforçou que o ambiente da bancada segue tranquilo e sem radicalismos, com um clima de comunhão entre seus membros.
Nascimento reconheceu que o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi importante para sua vitória, mas ressaltou que sua eleição também foi fruto de sua trajetória política e dos diálogos estabelecidos com outros parlamentares. O deputado destacou que não houve nenhuma movimentação agressiva em relação ao apoio de Bolsonaro, reforçando a ideia de que a disputa foi justa e democrática. Mesmo assim, afirmou que o episódio é parte do amadurecimento do processo político dentro da bancada evangélica, que deve tornar essas disputas mais frequentes no futuro.
A bancada evangélica, com 244 membros, é uma das mais influentes no Congresso Nacional, composta por deputados e senadores de diversos partidos, com predominância conservadora. Embora alguns membros, como os 27 congressistas aliados ao governo Lula, possam ter posições divergentes, a maioria da frente se alinha a pautas conservadoras. A diversidade interna, no entanto, não impede que a bancada continue sendo uma força política de peso no cenário nacional.