A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aceitar a denúncia contra o ex-presidente e outros sete acusados marcou um turning point no cenário político. Agora, os ministros da Primeira Turma do STF decidirão se haverá condenação ou absolvição, com perspectivas pouco favoráveis para o ex-mandatário. Enquanto isso, parte do eleitorado de direita ainda mantém apoio, mas há sinais de esgotamento, como demonstrado pela baixa adesão em recentes manifestações.
A estratégia de mobilização em torno da própria figura, em vez de pautas mais amplas, parece estar perdendo força. O eleitorado de direita, tradicionalmente anti-governo, demonstra menos engajamento quando a convocatória é centrada em defesa pessoal. Caso o ex-presidente seja preso, sua influência pode diminuir, especialmente se não definir um sucessor capaz de unir o campo político. Alternativas como governadores de estados importantes surgem como possíveis nomes para liderar a oposição em 2026.
O mercado e setores empresariais já sinalizam preferência por alguns nomes, com um governador em particular destacando-se em pesquisas de confiança. No entanto, um eventual apoio do ex-presidente a essa figura pode não ser vantajoso para nenhum dos lados, já que poderia gerar atritos com o STF e limitar a autonomia do possível candidato. O cenário sugere que a direita deve buscar alternativas independentes, enquanto o ex-mandatário enfrenta desafios para manter relevância.