Centenas de diplomatas do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) enviaram uma carta ao Secretário de Estado protestando contra a redução da ajuda externa e o desmantelamento da USAID. Em um telegrama interno, os diplomatas expressaram preocupações sobre como a paralisação das operações e o corte de financiamentos afetam não só os aliados estratégicos dos EUA, mas também as vidas de milhões de pessoas dependentes da assistência humanitária. Eles alertaram que as ações podem criar um vácuo de poder no cenário global, permitindo que países como China e Rússia ampliem sua influência.
O presidente dos EUA, ao implementar uma pausa de 90 dias em toda a ajuda externa, causou danos significativos à assistência internacional, afetando programas de saúde, alimentos e segurança. O congelamento afetou, por exemplo, a entrega de alimentos e medicamentos essenciais em regiões de conflito, enquanto a administração justificava essas decisões como uma forma de reduzir gastos públicos. Apesar das declarações sobre isenções para programas de emergência, muitos financiamentos permaneceram bloqueados, prejudicando os esforços humanitários em diversas partes do mundo.
Além disso, a decisão de cancelar prêmios e contratos plurianuais da USAID gerou processos legais contra o governo. As organizações que haviam firmado acordos com a agência, que agora enfrentam dificuldades financeiras devido à falta de pagamento, argumentam que o desmantelamento da USAID é ilegal e que compromete a confiança dos EUA como parceiro internacional. O impacto financeiro e político desses cortes reflete a crescente tensão nas relações globais e a preocupação com a diminuição da influência dos EUA em questões de ajuda e segurança internacional.