Diplomatas do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) manifestaram-se contra a diminuição da ajuda externa americana, alertando que essa política enfraquece a liderança dos EUA e cria lacunas de poder que podem ser preenchidas por potências como China e Rússia. Em um comunicado que será encaminhado ao canal de dissidência interna do Departamento de Estado, os diplomatas expressaram preocupação com a suspensão quase total da ajuda externa promovida pela administração anterior, destacando os impactos negativos na segurança dos diplomatas americanos e nas vidas das pessoas em países que dependem dessa assistência.
Segundo os diplomatas, a decisão coloca em risco a segurança de diplomatas em missões no exterior e a estabilidade de regiões que necessitam de apoio internacional para enfrentar crises humanitárias e de desenvolvimento. A falta de apoio financeiro pode intensificar os desafios enfrentados por essas nações, afetando diretamente a reputação dos Estados Unidos e sua capacidade de manter alianças estratégicas ao redor do mundo.
Além disso, a redução da ajuda externa tem o potencial de abrir espaço para a intervenção de outros países, que poderiam exercer influência negativa em regiões fragilizadas. Com a retração do papel tradicional dos EUA na assistência internacional, há um aumento das preocupações sobre o fortalecimento de rivais globais, colocando em risco tanto a segurança internacional quanto a estabilidade global a longo prazo.