Um incidente envolvendo um desenho de um pênis alado enviado por um diplomata a um colega gerou investigação pela Polícia Federal e debates sobre os limites do humor no ambiente profissional. O caso, relatado pela imprensa, começou quando o destinatário da imagem interpretou-a como uma ameaça, levando a uma denúncia. O autor do desenho, identificado posteriormente, admitiu a brincadeira e pediu desculpas, alegando que não havia intenção maliciosa. A PF considerou a possibilidade de crime de ameaça, mas o caso foi arquivado por falta de elementos concretos.
O episódio ganhou tons de comédia quando o antropólogo Roberto DaMatta comentou a situação, questionando a gravidade atribuída a um símbolo historicamente associado a fertilidade e sorte. Em seu artigo, ele contrastou a reação exagerada com problemas mundiais mais urgentes, como guerras e conflitos armados. A análise bem-humorada destacou a contradição em profissionais dedicados a resolver crises internacionais se envolverem em controvérsias por uma brincadeira de mau gosto.
Apesar do incidente, o diplomata envolvido não sofreu punições graves e foi designado para um novo posto no exterior. O caso, encerrado sem consequências jurídicas, serviu como um alerta sobre os limites do humor no ambiente de trabalho, especialmente em carreiras de alto nível. A situação, embora pitoresca, levantou questões sobre a interpretação de intenções e a proporcionalidade das reações em contextos profissionais.