Na sexta-feira, 14 de março de 2025, o embaixador da África do Sul nos Estados Unidos, Ebrahim Rasool, foi declarado persona non grata pelo governo norte-americano e recebeu um prazo de 72 horas para deixar o país. A medida ocorreu após declarações de Rasool sobre a liderança do presidente dos EUA, acusado de promover a supremacia branca. A decisão gerou reações em Washington e na África do Sul, com autoridades do governo sul-africano classificando a expulsão como lamentável e sem precedentes.
Em 23 de março, Rasool retornou à Cidade do Cabo, onde foi recebido por uma multidão de apoiadores. Durante a recepção, Rasool afirmou que a declaração de persona non grata era uma tentativa de humilhação, mas ressaltou que a calorosa recepção da população sul-africana lhe conferia dignidade. Ele também comentou sobre a importância de corrigir as relações entre os dois países, especialmente após os ataques de Donald Trump, que acusou a África do Sul de adotar uma postura antiamericana.
A crise diplomática entre os dois países se acentuou desde fevereiro de 2025, quando os EUA cortaram a assistência financeira à África do Sul, citando preocupações sobre a discriminação contra brancos devido a políticas de reforma agrária no país. Essas medidas têm gerado tensões adicionais, com críticas sobre a situação das terras agrícolas e alegações de racismo institucional, principalmente contra os brancos, que ainda dominam a maior parte das propriedades rurais do país.