Ed Atkins, pioneiro da arte digital, é conhecido por suas obras perturbadoras que frequentemente exploram temas como a mortalidade e o luto. Desde jovem, o artista desenvolveu um hábito peculiar: imaginava todas as formas possíveis em que seus pais poderiam morrer, acreditando que isso os protegeria. Essa obsessão com a morte se tornou ainda mais presente após o falecimento de seu pai, Philip, vítima de câncer em 2009, durante seu último ano de mestrado. O evento marcou profundamente sua carreira, influenciando diretamente o conteúdo de suas criações.
Agora, Atkins está se reinventando em um novo meio: os Post-it notes da pandemia. Em preparação para uma grande exposição na Tate, o artista continua a mergulhar em questões existenciais, mas com uma abordagem mais cotidiana e acessível. Suas anotações em pequenos papéis adesivos refletem não apenas o luto pessoal, mas também a ansiedade coletiva gerada pela crise global de saúde.
A obra de Atkins permanece uma investigação contínua sobre a fragilidade humana, mesclando o digital com o analógico em uma jornada artística que desafia convenções. Seus trabalhos recentes, embora mais íntimos, mantêm a intensidade emocional que o consagrou como um dos nomes mais relevantes da arte contemporânea.