O segundo dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval carioca de 2025 foi marcado por apresentações emocionantes e homenagens. A Unidos da Tijuca trouxe para a avenida a história de Logun-Edé, com uma performance impactante da comissão de frente e a participação de um bailarino filipino. A bateria desfilou sem rainha em homenagem à cantora Lexa, que não esteve presente. Já a Beija-Flor, em sua última apresentação de Neguinho da Beija-Flor como intérprete, prestou uma emocionante homenagem a Laíla, eterno diretor de carnaval da escola, com um enredo que relembrou o legado de figuras como Joãozinho Trinta.
A escola de samba Salgueiro, conhecida por suas inovações, apostou na fé e na espiritualidade para conquistar o título deste ano, com a presença do intérprete Igor Sorriso incorporando o Preto Velho. A comissão de frente teve uma performance intensa, e a bateria Furiosa trouxe elementos de um terreiro de umbanda para a Sapucaí. A escola também inovou ao incluir a figura de Pomba-Gira e Zé Pelintra no último carro alegórico, simbolizando uma forte conexão com as tradições religiosas brasileiras.
A Vila Isabel, por sua vez, levou ao palco um desfile voltado para o imaginário de assombrações, com carros alegóricos diferenciados e uma comissão de frente que apresentou o diabo e uma abóbora voadora. Embora o uso de drones tenha causado um pequeno incidente, a escola buscou emocionar o público e transportar os espectadores para um universo de diversão e nostalgia, com a participação da rainha Sabrina Sato. As apresentações do dia refletiram a diversidade e a riqueza cultural do carnaval carioca, cada uma com seu estilo e proposta única.