Uma importante descoberta no nordeste da Sibéria, na Rússia, revelou a terceira maior reserva de nióbio do mundo, localizada em Tomtor, na República de Sajaá. Além do nióbio, a região também abriga grandes quantidades de terras raras, minerais essenciais para a produção de itens de alta tecnologia, como smartphones, computadores e componentes aeronáuticos. O nióbio, em particular, é valorizado por sua capacidade de fortalecer ligas metálicas, sendo usado em setores como automotivo, aeroespacial e até em joias.
O Brasil é atualmente o maior fornecedor global de nióbio, com reservas significativas na Amazônia, especialmente em São Gabriel da Cachoeira, e em Araxá, Minas Gerais. No entanto, a exploração na Amazônia é limitada devido à localização em terras indígenas e áreas de proteção ambiental. Enquanto isso, as reservas de Araxá garantem suprimento para mais de 100 anos, com potencial de extensão para até 400 anos se consideradas as reservas subterrâneas. A mineração brasileira atende mais de 50 países, destacando-se no abastecimento da indústria siderúrgica.
O nióbio, elemento químico de símbolo Nb, foi descoberto em 1801 e só foi oficialmente reconhecido em 1949. Suas propriedades são semelhantes às do tântalo, o que gerou confusão no passado. Hoje, é crucial para aplicações avançadas, como superligas em motores de aeronaves e materiais supercondutores. A descoberta na Sibéria reforça a importância estratégica desse mineral, enquanto o Brasil mantém sua liderança na produção global.