As dificuldades políticas de uma figura central no cenário brasileiro aumentaram significativamente após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal, acusado de tentativa de golpe de Estado. Analistas avaliam que, diante da postura dos ministros da corte, a condenação parece inevitável, o que resultaria em inelegibilidade permanente. Apesar de adotar publicamente o discurso de perseguição política, a estratégia de se apresentar como vítima pode não ser suficiente para mantê-lo como uma alternativa viável de poder.
O espectro de centro-direita, que abrange grande parte do eleitorado, ainda reconhece sua influência, mas ele não consegue mais dominar ou direcionar esse segmento como antes. Paralelamente, a polarização no país, embora consolidada, mostra sinais de desgaste, com eleitores cansados do confronto constante. A situação jurídica atual oferece a oportunidade de reforçar sua narrativa de perseguição, mas isso não se traduz necessariamente em apoio político sustentável.
Assim como outros líderes que enfrentaram inelegibilidade, ele busca manter influência na indicação de candidatos e na articulação de forças aliadas. No entanto, a dificuldade em endossar herdeiros políticos e coordenar aliados revela os limites desse movimento. O cenário atual sugere que, mesmo com uma base fiel, os desafios para retomar o protagonismo são cada vez maiores, marcando um novo capítulo na política brasileira.