O deputado federal Guilherme Boulos (Psol/SP) manifestou-se contra qualquer tipo de flexibilização de penas para os réus dos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023. Durante um ato em São Paulo, que reuniu cerca de 5.450 pessoas segundo contagem do Poder360, ele reafirmou sua posição contrária à anistia para figuras ligadas aos eventos. Boulos afirmou que o movimento é contra qualquer forma de perdão, divergindo de outras lideranças presentes, como representantes da UP e do PC do B, que apoiaram a revisão de penas pelo STF.
O caso de uma cabeleireira presa por danos à estátua “A Justiça” e liberada para prisão domiciliar pelo ministro Alexandre de Moraes abriu precedente para revisões semelhantes. A decisão do STF tem sido vista como um possível marco para a reavaliação de penas em outros casos relacionados aos atos de 2023. Enquanto isso, Boulos mantém uma postura mais inflexível, defendendo que não haja atenuação das condenações.
O evento organizado pelo deputado destacou a polarização sobre o tema, com estimativas divergentes sobre o número de participantes—Boulos afirmou que 25.000 pessoas compareceram, número superior ao registrado pelo Poder360. A discussão sobre a flexibilização das penas continua a dividir opiniões entre líderes políticos e juristas, refletindo os desafios na abordagem legal dos eventos de janeiro de 2023.