O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) surpreendeu até seu próprio partido ao anunciar que pediu licença da Câmara dos Deputados para viver nos Estados Unidos. Caso a licença seja superior a 120 dias, o suplente José Olímpio (PL-SP) assumirá o mandato de Eduardo. Durante o período de afastamento, o deputado licenciado perde os direitos de votar, discursar e participar das atividades parlamentares. A licença solicitada por Eduardo é de caráter particular, e, por isso, não será remunerada.
A Câmara dos Deputados prevê quatro tipos de licença para seus membros: diplomática, de saúde, para concorrer a outro cargo eletivo ou por interesse particular. No caso de afastamentos superiores a 120 dias, o suplente assume a vaga, e o gabinete do deputado pode passar por mudanças, incluindo a exoneração dos assessores. Se o afastamento for inferior a esse prazo, o gabinete segue funcionando normalmente, com os funcionários recebendo seus salários.
Eduardo Bolsonaro já havia viajado várias vezes aos Estados Unidos neste ano, e a decisão de se mudar ocorre em um momento politicamente delicado, com seu pai, o ex-presidente, enfrentando questões judiciais relacionadas aos eventos de 2022. O anúncio acontece a poucos dias de uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um processo envolvendo seu pai, o que contribui para a atenção midiática em torno da sua saída.