A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou denúncias contra ex-integrantes do governo federal e militares, acusando-os de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à abolição do Estado Democrático de Direito. As acusações envolvem 34 denunciados, entre eles ex-presidentes e membros do alto escalão, além de militares e civis. A PGR dividiu os investigados em quatro grupos, identificando núcleos com responsabilidades em planejar e executar ações coercitivas, além de propagar desinformação. As defesas prévias foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), que agora deve decidir sobre a aceitação da denúncia e os próximos passos processuais.
As defesas apresentadas negam as acusações e alegam ausência de provas concretas para sustentar as acusações. Entre os argumentos, destacam-se alegações de falhas no acesso aos elementos de prova, questionamentos sobre a legalidade das investigações e pedidos para que os casos sejam julgados em primeira instância. Além disso, diversos acusados refutam a caracterização de suas ações como parte de um plano golpista, alegando que as evidências são baseadas em relatos indiretos e interpretações tendenciosas. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, agora tem um prazo para se manifestar sobre as defesas antes que o caso siga para análise do STF.
O processo deve seguir para o julgamento no STF, onde será decidido se os acusados se tornarão réus e se o caso será tratado em primeira instância. A investigação da Polícia Federal, que começou em 2022, incluiu quebras de sigilos e colaborações premiadas. O principal objetivo do grupo denunciado seria impedir a posse de um novo governo e restaurar o poder do ex-presidente, com planos que envolveriam desde a manipulação de resultados eleitorais até tentativas de assassinatos e outros atos violentos. O caso ainda gera grande repercussão política, com manifestações de apoio e críticas de diferentes esferas.