As defesas preliminares dos acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), conforme exigido pela Procuradoria Geral da República (PGR). O ex-presidente e outros 33 indivíduos enfrentam acusações graves, como golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de Direito, entre outros crimes. A PGR dividiu os acusados em quatro núcleos de atuação, que estariam articulados para impedir a posse do novo presidente e garantir a continuidade do governo anterior.
As defesas argumentaram, em linhas gerais, a falta de provas concretas, a insuficiência de tempo para análise dos documentos, e a inaplicabilidade do STF como instância para julgar o caso. Além disso, questionaram a delação de um dos envolvidos e pediram a rejeição da denúncia. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, manteve o cronograma estabelecido para as respostas e afirmou que as alegações dos acusados não justificam a ampliação do prazo.
O próximo passo será a avaliação das contestações, com um prazo de cinco dias para que a PGR se posicione. Após esse período, a denúncia será analisada pela 1ª Turma do STF, composta por ministros que decidirão sobre o prosseguimento da ação penal. Se a denúncia for aceita, os acusados se tornarão réus, e o processo seguirá com as devidas etapas legais para julgamento.