As defesas dos denunciados no caso da tentativa de golpe de Estado, entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (7), argumentam que as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) são infundadas e carecem de provas concretas. Os advogados destacam que não houve envolvimento direto dos acusados em qualquer ação golpista, e que os eventos de 8 de janeiro foram frutos da vontade individual de algumas pessoas, sem planejamento ou ordens superiores. A defesa também sustenta que as críticas políticas e discursos feitos pelos denunciados não podem ser interpretados como atos criminosos.
Os principais argumentos das defesas incluem a ausência de violência ou ameaças graves, como exigido pelo Código Penal para caracterizar um golpe, e a alegação de que reuniões e conversas entre os envolvidos eram parte de suas funções oficiais, sem caráter conspiratório. As defesas negam qualquer participação em planos para invalidar as eleições ou enfraquecer as instituições democráticas, argumentando que os atos citados pela PGR não passam de interpretações distorcidas ou sem fundamento jurídico.
Por fim, as defesas apontam que a denúncia da PGR exagera ao tentar conectar os envolvidos em uma organização criminosa, sendo que as ações de cada um não teriam evidências suficientes para justificar uma acusação coletiva. O STF ainda não decidiu se aceitará ou não a denúncia, e, se for aceita, os acusados se tornarão réus no processo.