No último Dia Internacional da Mulher, a Defensoria Pública do Estado do Pará organizou um mutirão na Unidade de Custódia e Reinserção Feminina (UCRF) de Ananindeua, com o objetivo de prestar assistência às mulheres encarceradas. A ação, realizada entre os dias 10 e 12 de março, contou com uma série de serviços, incluindo atendimentos jurídicos, consultas ginecológicas e odontológicas, além de palestras educativas e ações de bem-estar, como serviços de beleza. A iniciativa teve como foco a promoção de uma abordagem humanizada, buscando proporcionar cuidados que elevem a autoestima das mulheres privadas de liberdade.
O evento foi realizado pelo projeto Além das Grades, com apoio de diversas instituições, como o Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero, o Núcleo de Defesa em Execução Penal e o Núcleo de Defesa Criminal. A coordenadora de Políticas Criminais Metropolitana, defensora pública Flávia Maranhão, destacou o compromisso da Defensoria em garantir o acesso da população feminina encarcerada aos direitos básicos e serviços essenciais, além de promover diálogos sobre reintegração social e perspectivas futuras. Em 2024, o projeto se consolidou como uma referência no atendimento humanizado ao público feminino no sistema prisional do estado.
Dados recentes indicam que, no Brasil, mais de 26 mil mulheres estão presas, sendo aproximadamente 32% delas em prisão preventiva. No Pará, o número de mulheres encarceradas aumentou 15% entre 2022 e 2023. A ação do mutirão visa contribuir para a transformação das condições de vida das mulheres no sistema prisional, reforçando a importância de um tratamento digno e igualitário. Além disso, o projeto é considerado uma ação essencial para garantir que as mulheres não sejam esquecidas, promovendo sua dignidade e reintegração à sociedade.