Uma vistoria realizada pela Defensoria Pública de Alagoas confirmou a superlotação na Maternidade Escola Santa Mônica, referência no atendimento a gestantes e bebês de alto risco no estado. Durante a inspeção, constatou-se que todos os 40 leitos estavam ocupados, com pacientes sendo acomodadas em corredores e salas improvisadas. Em uma das salas, grávidas e recém-nascidos enfrentavam condições precárias, incluindo falta de ventilação e ar-condicionado quebrado, conforme relatado pela presidente do Sindicato dos Médicos do estado, que também atua no local.
A médica destacou que 13 gestantes estavam em situação de risco, sem estrutura adequada, incluindo casos de mulheres dormindo em poltronas por duas noites seguidas. Ela ressaltou a impossibilidade de transferir as pacientes para outros hospitais, já que muitas apresentam complicações graves, como diabetes, hipertensão e trabalho de parto prematuro. A direção da maternidade afirmou que a superlotação ocorreu devido ao aumento de demandas da capital e do interior, mas garantiu que todas as gestantes receberam atendimento, com nenhuma permanecendo nos corredores após as adequações.
A administração informou que o ar-condicionado foi reparado e que há três pacientes acima da capacidade, alojadas na sala de observação. Sobre a falta de profissionais, a Uncisal comunicou à Secretaria de Saúde a necessidade de novas contratações. A situação expõe os desafios na rede pública de saúde, especialmente em unidades especializadas, que enfrentam demanda crescente e limitações estruturais.