Novas revelações sobre o vazamento de informações militares sensíveis em um aplicativo de mensagens não seguro ampliaram os pedidos de renúncia do secretário de Defesa, após três dias de escândalo. Mensagens divulgadas mostraram detalhes em tempo real de uma operação militar no Iêmen, incluindo horários de lançamento de caças e mísseis — dados que especialistas em segurança nacional consideram confidenciais. Autoridades democratas e até alguns republicanos criticaram a falha na proteção dessas informações, classificando o incidente como uma grave violação de segurança.
O governo defendeu o secretário, afirmando que as mensagens não continham dados classificados, mas essa posição foi rejeitada por legisladores, que destacaram os riscos para as tropas americanas e a confiança dos aliados. Senadores argumentaram que, no caso de um militar, tal vazamento resultaria em corte marcial, aumentando a pressão para uma investigação mais aprofundada. Enquanto isso, a Casa Branca anunciou uma apuração interna sobre como um jornalista foi incluído no grupo de mensagens, mas evitou comentar sobre possíveis demissões.
O caso reacendeu preocupações sobre o histórico de manuseio negligente de informações sigilosas durante a administração anterior, com críticos apontando um padrão de incompetência. A falta de consenso entre os republicanos sobre como lidar com a situação também chamou atenção, enquanto democratas enfatizaram a necessidade de responsabilização. O desfecho permanece incerto, mas o escândalo já impacta a credibilidade do governo em questões de segurança nacional.