O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou a necessidade de um debate robusto dentro da sociedade brasileira sobre a exploração de petróleo na região da Foz do Amazonas. Durante um evento na Alemanha sobre mudanças climáticas, ele afirmou que a decisão deve ser tomada coletivamente, considerando os possíveis benefícios econômicos e os impactos ambientais. O embaixador não espera consenso, mas defende uma posição nacional baseada em informações racionais e equilibradas.
Em 2023, o Ibama negou a licença para a Petrobras explorar petróleo na bacia da Foz do Amazonas, exigindo o cumprimento de requisitos ambientais. Desde então, a petroleira tem trabalhado para atender às demandas, enquanto o governo federal pressiona pela liberação da autorização. O tema divide ministérios, com o Ministro de Minas e Energia defendendo a exploração e o Meio Ambiente resistindo, refletindo a complexidade do assunto.
O Palácio do Planalto tem aumentado a pressão sobre o Ibama para acelerar o processo, com o presidente Lula defendendo a autorização, apesar dos alertas sobre riscos ambientais. A discussão envolve trade-offs entre desenvolvimento econômico e preservação, sem uma solução clara no horizonte. O tema continua polarizado, exigindo um diálogo amplo e transparente para que o Brasil defina seu caminho.