O governo venezuelano anunciou a redução da jornada de trabalho no setor público para 13,5 horas semanais, medida que visa economizar energia diante da crise no sistema elétrico do país. O regime atribui o problema à seca e ao baixo nível do reservatório de Guri, essencial para a geração de energia hidrelétrica. No entanto, especialistas apontam que a negligência, a corrupção e a falta de investimentos são as verdadeiras causas da instabilidade no setor.
Moradores de cidades do interior já enfrentam apagões diários de pelo menos quatro horas, e medidas similares adotadas em 2019 não resolveram a crise, apenas pioraram a qualidade de vida da população. A situação econômica se agrava com as sanções internacionais, como a tarifa de 25% imposta pelos EUA sobre o petróleo venezuelano, que provocou uma desvalorização recorde do bolívar.
A medida, que deve durar seis semanas mas pode ser estendida, exclui funcionários da educação, setor já fragilizado pelo êxodo de mais de 70% dos professores. Enquanto o governo insiste em culpar fatores externos, analistas alertam que a falta de manutenção e planejamento no sistema elétrico continua a ser o cerne do problema, sem perspectivas de solução a curto prazo.