Em um trágico episódio em Registro (SP), uma mulher de 31 anos foi encontrada morta em sua residência, vítima de um crime brutal que inclui estupro e homicídio. O agressor, um vizinho de 22 anos, foi preso após a análise de imagens de câmeras de segurança, que mostraram sua vigilância sobre a vítima antes do ataque. Segundo as autoridades, o crime foi motivado por um interesse não correspondido, com o agressor agindo de forma violenta após a recusa da mulher em seus avanços.
O caso traz à tona a questão da violência contra a mulher, especialmente em situações em que o agressor é uma pessoa próxima. Delegadas e advogadas especializadas em direitos das mulheres explicaram como comportamentos repetitivos, como perseguição e insistência, podem configurar crimes como o de assédio e perseguição, que devem ser denunciados para prevenir escalonamento. A recomendação das autoridades é que as vítimas busquem ajuda, registrem boletins de ocorrência e solicitem medidas protetivas quando necessário.
Esse crime também evidencia um fenômeno comum em casos de feminicídio, onde o agressor age impulsionado pela ideia de posse e controle sobre a mulher. A advogada Liliane Doretto enfatizou que, mesmo fora de um relacionamento afetivo, a insistência em desrespeitar os limites de uma mulher pode resultar em violência. O caso de Registro destaca a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar apoio legal, como forma de proteger a vítima e prevenir tragédias semelhantes.