Em 2024, a economia brasileira teve um crescimento significativo de aproximadamente 3,5%, o que resultou na menor taxa de desemprego desde 2012, além de um recorde de pessoas ocupadas e de massa salarial. O consumo das famílias foi um dos principais motores desse crescimento, impulsionado pelo aumento dos rendimentos e programas de transferência de renda. No entanto, a alta demanda gerou preocupações com a inflação, que ultrapassou a meta definida pelo governo, com destaque para o aumento de preços em setores como alimentação e bebidas.
Especialistas apontam que o crescimento sustentado da economia não pode depender apenas do consumo. A falta de uma produção suficiente para acompanhar o aumento da demanda pode gerar pressões inflacionárias. Para os economistas, a solução de longo prazo para esse dilema passa por reformas estruturais, incluindo a ampliação da capacidade produtiva do país. Isso envolve desde investimentos em infraestrutura até melhorias no sistema educacional, de modo a qualificar a força de trabalho e aumentar a produtividade.
Além disso, o ajuste fiscal é considerado essencial para garantir a sustentabilidade fiscal do país. Em 2024, o governo registrou um déficit primário e uma crescente dívida pública, o que exige um controle mais rigoroso dos gastos e uma reforma tributária que incentive investimentos produtivos. Embora o aumento da taxa de juros tenha sido uma medida necessária para combater a inflação no curto prazo, economistas alertam para os impactos negativos que podem surgir, como a desaceleração do mercado de trabalho e a limitação de investimentos por parte das empresas.