Durante o carnaval em Guriri, na praia de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, chamou atenção a presença do botão-azul, também conhecido como Porpita porpita, um organismo marinho que, embora pequeno, pode causar irritações na pele por meio de substâncias urticárias. Especialistas em biologia alertaram sobre os riscos desse animal para os banhistas, especialmente após a ocorrência de queimaduras em várias praias, como Linhares. A recomendação principal é evitar o contato com o botão-azul e, em caso de incidente, procurar atendimento médico.
O aparecimento do botão-azul na região gerou interesse por especialistas que estão investigando o motivo desse fenômeno. Alguns sugerem que o aumento da temperatura e o aumento da matéria orgânica nos rios locais, como o Rio Doce e o Rio São Mateus, podem ter contribuído para uma proliferação das espécies marinhas, como as águas-vivas e as porpitas. Embora os especialistas ainda não descartem um efeito cíclico natural, a pesquisa continuará para entender melhor o fenômeno e suas causas.
Em caso de incidentes com águas-vivas ou o botão-azul, o protocolo de primeiros socorros inclui o uso de compressas de água do mar gelada e lavagem com soro fisiológico. O uso de urina, limão ou sabão deve ser evitado, pois pode agravar a situação. Além disso, o vinagre é uma opção indicada para neutralizar o veneno das águas-vivas. Em situações de queimaduras mais graves, é recomendado buscar atendimento médico imediato.