O anúncio de cortes nos benefícios de pessoas com deficiência e daqueles que não podem trabalhar tem gerado grande apreensão, com expectativas de que esses grupos serão empurrados ainda mais para a dificuldade financeira. Brian, um pai solteiro com problemas de saúde mental e diagnóstico recente de autismo, descreve o impacto negativo dos cortes nos pagamentos de benefícios que ele recebe. Ele depende dos pagamentos de independência pessoal (PIP) e do crédito universal, mas a redução ou o congelamento desses benefícios para novos e antigos beneficiários agrava sua situação.
Brian menciona que, com a inflação crescente, o congelamento de seus benefícios resultará em uma queda no seu poder de compra, o que tornará ainda mais difícil cobrir as despesas básicas. Ele já vive com um orçamento apertado, onde cada dia traz novos desafios, como decidir o que comer e lidando com os preços mais altos nos supermercados locais, já que não tem condições de viajar para redes maiores e mais acessíveis. A situação de Brian reflete o desgaste contínuo de pessoas em sua condição, que já vinham enfrentando dificuldades financeiras antes desses cortes.
O caso de Brian é parte de uma colaboração entre pais e cuidadores com baixa renda, pesquisadores da Universidade de York e do Child Poverty Action Group, que buscam documentar e refletir sobre as realidades de quem vive em situações de vulnerabilidade. A história dele é um exemplo de como as políticas públicas de benefícios sociais impactam diretamente a vida de quem mais precisa de suporte, colocando em risco a sobrevivência de famílias com necessidades especiais e em condições de saúde delicadas.