A cerimônia de sorteio das competições sul-americanas da Conmebol trouxe à tona novamente a questão do racismo no futebol. Recentemente, a entidade tem sido criticada pela falta de ações contundentes contra atitudes discriminatórias de torcedores em diversos jogos, especialmente em confrontos envolvendo clubes brasileiros. O presidente da Conmebol, ao tratar do tema, reconheceu a gravidade do racismo no futebol, mas suas declarações geraram controvérsias, especialmente em relação à punição a clubes cujos torcedores praticam atos discriminatórios.
Em 2023, vários casos de racismo marcaram competições como a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana. Torcedores de clubes sul-americanos, incluindo de times do Paraguai e Argentina, realizaram gestos racistas contra jogadores e torcedores brasileiros. Apesar das promessas da Conmebol de adotar medidas mais rigorosas, muitas punições foram consideradas ineficazes, gerando um ambiente de insatisfação entre as autoridades brasileiras e entidades ligadas à defesa dos direitos dos negros no esporte.
A situação continua em 2025, com novos incidentes de discriminação, como os ocorridos na Copa Libertadores Sub-20, que envolveram clubes paraguaios. A resposta da Conmebol, que inclui multas e suspensões, tem sido vista como insuficiente por críticos que defendem ações mais diretas e a escuta ativa das vítimas de racismo. A falta de uma abordagem efetiva para erradicar o racismo no futebol continua a ser um dos maiores desafios da Conmebol, enquanto os casos de discriminação se repetem a cada temporada.