O Congresso Nacional está em intenso debate sobre o projeto de lei da Anistia, com o Partido dos Trabalhadores (PT) mapeando o apoio entre os deputados. A oposição afirma contar com cerca de 300 votos favoráveis, enquanto os governistas estimam apenas 200. O Partido Liberal (PL) alega ter assinaturas suficientes para aprovar o requerimento de urgência, mas aguarda o retorno de um deputado em viagem com o presidente para discutir o tema na próxima semana. O presidente da Câmara, que evitou se posicionar, busca consenso entre os líderes antes de colocar a proposta em votação.
Enquanto isso, os governistas argumentam que a proposta é inconstitucional e ameaçam recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso ela avance, visando evitar instabilidade política. O ex-presidente, por sua vez, defende a discussão, alegando que o objetivo é beneficiar pessoas presas injustamente, e não a si próprio. O PL afirma ter o apoio de nove partidos para avançar com o projeto, aumentando a pressão para uma definição após o retorno do presidente da Câmara.
O impasse reflete a complexidade do tema, com estratégias divergentes entre as bancadas e a possibilidade de judicialização. A questão deve ganhar ainda mais destaque nos próximos dias, à medida que os líderes partidários buscam um acordo para evitar conflitos institucionais. O desfecho poderá influenciar não apenas o cenário político atual, mas também as relações entre os Poderes.