Neste domingo (23), a violência na Faixa de Gaza aumentou com explosões e bombardeios no norte, centro e sul do território, intensificando o confronto entre Israel e grupos militantes palestinos iniciado em 17 de março. Autoridades locais afirmaram que mais de 30 palestinos morreram em ataques aéreos israelenses nas cidades de Rafah e Khan Yunis. Além disso, a liderança de um dos grupos palestinos foi atingida, com a confirmação de mortes de figuras importantes, como Salah al-Bardaweel, membro de uma das facções militantes.
Desde o fim de um acordo de cessar-fogo em janeiro, o número de vítimas palestinas ultrapassou 50 mil, conforme as autoridades da região, com mais de 113 mil feridos. O governo israelense, por sua vez, intensificou suas operações terrestres, como em Rafah, e solicitou que os civis se deslocassem para o norte da Faixa de Gaza, enquanto pressionava pelo retorno dos reféns em poder dos militantes. A situação humanitária se agrava com a redução de ajuda e o corte de fornecimento de eletricidade e água potável.
Além dos ataques aéreos, Israel também enfrentou ações de outros grupos na região, com rebeldes iemenitas reivindicando disparos de mísseis em direção a Israel, que foram interceptados. O governo israelense reafirmou sua posição de responsabilidade do Hamas pela escalada do conflito, apontando a recusa do grupo em aceitar uma proposta de trégua. A violência continua a impactar severamente a população local, com tensões regionais e internacionais em crescimento.