Na primeira noite do carnaval em Porto Alegre, um confronto entre a Brigada Militar (BM) e foliões no bairro Cidade Baixa gerou grande repercussão. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram uma ação policial violenta contra uma mulher, causando indignação entre os presentes. Segundo relatos, um grupo de policiais imobilizou e agrediu a mulher, que se identificou como professora trans, durante o episódio. A BM justificou a ação como necessária para restaurar a ordem, pois o local estava obstruído e houve resistência dos presentes, além de um clima de hostilidade crescente.
A professora envolvida no incidente relatou ter sido agredida de forma brutal, enquanto gravava a situação, e afirmou que não houve resistência da sua parte antes da violência policial. Outros relatos de pessoas que estavam no local indicam que as agressões foram desproporcionais, com uma estudante ressaltando que a violência contra a professora pode ter sido influenciada por questões raciais. Amigo da professora também comparou o episódio a casos de abuso policial nos Estados Unidos, como o de George Floyd.
A Brigada Militar informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os acontecimentos, com a Corregedoria-Geral acompanhando a investigação. A polícia alegou que sua ação visava proteger a integridade pública e restabelecer a ordem, dada a presença de uma grande aglomeração de pessoas no local. No entanto, diferentes versões sobre os fatos serão analisadas no decorrer do procedimento investigativo.