Um homem foi condenado à pena privativa de liberdade e ao pagamento de mais de R$ 3 milhões por danos ambientais após ser identificado como envolvido no tráfico de animais silvestres. A ação, movida pela 2ª Promotoria de Justiça de Januária, revelou que ele mantinha um cativeiro com mais de 200 pássaros protegidos por lei, incluindo espécies como Arara-Canindé e Papagaio-Verdadeiro. As aves foram encontradas em condições precárias, com sinais de maus-tratos, como ferimentos, mutilações e desnutrição.
A operação, realizada em outubro de 2021 na comunidade de Tábua, em Januária, foi desencadeada após uma denúncia anônima. Além do homem, uma adolescente de 17 anos também foi detida, e ambos foram autuados em R$ 4 milhões. As aves resgatadas foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Montes Claros. Investigações apontaram que os animais eram vendidos em outras cidades, como São Paulo.
O Ministério Público destacou que a decisão judicial considerou o impacto do tráfico de animais silvestres nos ecossistemas e na disseminação de doenças, justificando uma pena severa. O homem já tinha histórico de crimes ambientais e foi preso novamente, sendo liberado após pagar fiança de R$ 50 mil. O caso reforça a importância do combate ao tráfico de animais e à proteção da fauna silvestre.