Lucía Bauer Brit, engenheira agrônoma do Uruguai, encontrou uma oportunidade de reinventar sua carreira no meio da crise trabalhista que afetou o país a partir de 2016. Após se formar em 2018 com o objetivo de ser pesquisadora no setor agropecuário, ela se deparou com a falta de oportunidades na área, que era dominada por funções comerciais. Movida pela busca de um propósito, Lucía se interessou pela pecuária regenerativa, que enfoca o cuidado do solo como um organismo vivo e não apenas como base física da produção.
Com essa visão, Lucía fundou a GROU Agro, uma empresa dedicada a promover práticas sustentáveis na pecuária, como o planejamento estratégico do pastejo e o fortalecimento do solo, criando sistemas autossustentáveis. A ideia é que os produtores reconsiderem a maneira tradicional de maximizar a produção de carne e passem a adotar práticas que respeitem os ciclos naturais e melhorem a resiliência das fazendas. Seu trabalho já impactou positivamente a rentabilidade de propriedades e a resistência das produções a crises climáticas, como as secas.
A abordagem regenerativa de Lucía não se limita ao Uruguai, tendo atraído a atenção de produtores em outras partes da América Latina e Europa. Além disso, ela conquistou reconhecimento pela sua atuação, recebendo o prêmio Paspalum de Ouro, que destaca iniciativas de pecuária sustentável. Embora enfrente resistência, Lucía acredita que a adoção dessas práticas é essencial para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade da pecuária no futuro. Ela espera que esse modelo continue a crescer em 2025 e que mais produtores se conscientizem do seu papel no fortalecimento da cadeia produtiva.