A autora compartilha sua experiência de imersão no mundo dos livros de autoajuda, músicas terapêuticas e influenciadores espirituais, explorando como essa busca por melhoria pessoal, embora motivada por boas intenções, acabou se tornando um obstáculo para seu próprio crescimento. Ela revela que, apesar de ler e consumir conteúdos sobre autossuperação, muitas dessas práticas a afastaram da realidade e a fizeram se sentir desconectada das pessoas ao seu redor. A autora se dedica a explorar práticas de cura, mas hesita em compartilhá-las com amigos e familiares, pois não sabe como explicar seu envolvimento com o que considera ser uma jornada de cura e transformação.
No texto, a autora explica que suas ações estavam enraizadas em um desejo de superar suas inseguranças e conflitos internos, especialmente em relação a seus relacionamentos e a sensação de ser “inadequada”. Ela fala sobre o temor de se tornar uma pessoa desiludida, que desperdiça sua vida tentando se encontrar, e como esse medo a motivou a buscar um caminho de autoconhecimento. Ao refletir sobre suas escolhas, ela reconhece que muitas vezes recorreu ao autodesenvolvimento de maneira excessiva, sem avaliar se essas práticas estavam, de fato, trazendo os resultados esperados.
Ao longo do texto, a autora reflete sobre as expectativas que ela tem para o futuro e como gostaria de evitar cair em padrões prejudiciais ou inconscientes. A busca por autossuficiência e crescimento contínuo se mistura com uma sensação de incerteza, e ela conclui que, embora o autodesenvolvimento seja importante, ele não deve ser uma obsessão. O texto apresenta uma análise crítica sobre os limites dessa busca e como a pressão para alcançar uma versão idealizada de si mesma pode ser contraproducente.