O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a taxa Selic de 13,25% para 14,25% ao ano nesta quarta-feira, alcançando o maior patamar desde 2006. Esse ajuste é esperado para conter a inflação, que continua pressionada devido ao crescimento econômico aquecido e outros fatores, como a alta dos gastos públicos e o cenário internacional. A elevação da taxa de juros seria o quinto aumento consecutivo e reflete a estratégia do Banco Central para desacelerar a economia e controlar os preços, visando atingir a meta de inflação de 3% até 2025.
A alta da Selic tem impactos significativos na economia. As taxas de juros mais elevadas tendem a encarecer o crédito, o que pode resultar em uma desaceleração do consumo e dos investimentos. Além disso, o aumento da Selic afeta diretamente as contas públicas, pois eleva os custos com a dívida pública. As previsões indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve sofrer uma desaceleração, já perceptível nos dados mais recentes, o que pode resultar em menor crescimento econômico e impacto no emprego e na renda da população.
Apesar da justificativa do Banco Central, a decisão tem sido alvo de críticas por parte de alguns membros do governo federal, que questionam a eficácia de aumentar os juros para controlar a inflação sem prejudicar o crescimento da economia. Com a autonomia operacional do Banco Central, a política monetária segue orientada pelas projeções econômicas de médio e longo prazo, que visam manter a inflação dentro das metas estabelecidas, mesmo que isso implique em um aumento do custo do crédito e desaceleração da atividade econômica.