A Universidade de Columbia, conhecida por seu ambiente acadêmico progressista, recuou diante das pressões do governo dos Estados Unidos e impôs restrições a atividades pró-Palestina em seu campus. Entre as medidas anunciadas estão limites a protestos e a intervenção no departamento de estudos do Oriente Médio, Ásia Meridional e África (Mesaas), que perdeu parte de sua autonomia. A decisão gerou surpresa e preocupação em instituições de ensino superior, visto que a universidade era reconhecida por abrigar debates avançados sobre a questão palestina, influenciados pelo legado de acadêmicos renomados.
O Mesaas, alvo central das mudanças, foi tratado como responsável pelo que a administração considerou um ambiente excessivamente favorável à Palestina. A medida representa uma ruptura com a tradição da universidade, que por décadas foi um espaço para discussões intelectuais robustas e críticas sobre o tema. A mudança levanta questões sobre a erosão da liberdade acadêmica e a influência de pressões políticas nas universidades.
O caso de Columbia reflete um cenário mais amplo de tensão entre o governo e instituições educacionais, onde debates sobre temas sensíveis são cada vez mais vigiados. A decisão pode ter repercussões em outras universidades, potencialmente silenciando vozes críticas e redefinindo os limites do discurso acadêmico. O episódio marca um momento significativo na relação entre academia e poder político nos Estados Unidos.