A Coligação Brasil da Esperança, que elegeu o atual presidente, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para ampliar a investigação que analisa a conduta de ex-membros do governo durante as eleições de 2022. A ação busca incluir novas provas e documentos obtidos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, relacionados a reuniões em que se discutiu a possibilidade de um golpe de Estado. O material revela que as estratégias do grupo envolviam ataques ao processo eleitoral e a implementação de um golpe, com a publicação de decretos presidenciais e a eliminação de autoridades públicas.
O objetivo da ampliação é reforçar a tese de abuso de poder político, argumentando que as ações não se limitaram apenas ao ex-presidente, mas envolveram uma rede política mais ampla. A defesa solicita também o compartilhamento de provas coletadas em um processo paralelo no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga abusos de poder político e econômico. O pedido está relacionado a eventos ocorridos após manifestações no 7 de setembro de 2022.
Além disso, a coligação mira também em figuras ligadas ao ex-presidente, incluindo seus filhos, que estão sendo investigados no processo. A petição descreve um envolvimento dessas figuras na articulação internacional e nos ataques ao processo eleitoral, com o intuito de influenciar a narrativa política em favor do grupo. Caso as investigações avancem e resultem em condenações, os filhos do ex-presidente podem ser declarados inelegíveis.