A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, sugeriu que clubes brasileiros deixassem a Conmebol e se filiassem à Concacaf, em uma tentativa de combater os frequentes casos de racismo no futebol sul-americano. Embora a ideia tenha ganhado atenção como forma de protesto, a transição enfrentaria desafios significativos, pois envolvia a desfiliação da CBF da Conmebol e a adesão à Concacaf, o que exigiria aprovação da Fifa e traria implicações para as Eliminatórias da Copa do Mundo.
Para que a CBF se desvinculasse da Conmebol e se filiasse à Concacaf, seria necessário que a federação brasileira cumprisse uma série de requisitos burocráticos e regulamentares, como comunicar sua decisão com antecedência e garantir o cumprimento de suas obrigações financeiras com a Conmebol. Além disso, a Fifa precisaria aprovar a mudança, o que depende de uma análise detalhada das circunstâncias, como ocorreu com a Austrália e Israel em movimentos semelhantes no passado.
No entanto, a simples adesão à Concacaf por clubes brasileiros não garante participação direta na Libertadores ou em outras competições sul-americanas. Qualquer mudança de associação também exigiria o convite da Concacaf, sujeito à aprovação da Fifa, como aconteceu no caso dos clubes mexicanos, que, apesar de não serem membros da Conmebol, participaram da Libertadores entre 1998 e 2016. A viabilidade de tais movimentos, portanto, depende de múltiplos fatores, incluindo a resposta da Fifa a qualquer solicitação formal.