O verão 2024/2025 registrou volumes de chuva insuficientes para repor os estoques de água no solo, agravando a escassez hídrica e impactando a produção agrícola, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Regiões como o norte do Pantanal, Rondônia e parte do Pará tiveram déficit de 200 mm de chuva em relação à média histórica, equivalente a 200 litros por metro quadrado. A situação foi agravada por secas e incêndios florestais recentes nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, embora partes da Amazônia tenham tido uma estação mais chuvosa.
A falta de umidade no solo prejudicou o desenvolvimento de culturas, especialmente durante o período de semeadura, levando à perda de folhas em florestas e à redução na produtividade de grãos. Enquanto o oeste da Amazônia teve condições mais favoráveis, o Pantanal, o Centro-Oeste, Minas Gerais e partes do Sudeste e Sul enfrentaram chuvas limitadas, dificultando a recuperação hídrica. A agricultura, vital para a economia, sofre com a menor oferta de produtos, o que pode pressionar os preços dos alimentos.
O verão 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961, com temperatura média de 25,81°C, 0,34°C acima da média histórica. A inflação dos alimentos, que pressionou o IPCA-15 em março, preocupa o governo, que espera uma melhora em 2025 com a supersafra prevista. O cenário climático reforça os desafios para o setor agrícola e a necessidade de políticas adaptativas.