A China está intensificando seus esforços para reduzir a dependência econômica dos Estados Unidos, diante da crescente instabilidade nas relações comerciais entre os dois países. Durante o Fórum de Boao para a Ásia, realizado em Hainan, o vice-premiê Ding Xuexiang destacou a necessidade de fortalecer o apoio político à economia chinesa, com foco em parcerias com nações do sul global. A estratégia inclui a expansão de acordos de livre-comércio, dos quais o país já possui mais de uma dezena, visando criar bases mais estáveis para o crescimento.
Apesar do desenvolvimento econômico acelerado nas últimas décadas, a China ainda se identifica como parte do sul global e busca consolidar sua liderança nesse grupo. Acadêmicos e autoridades presentes no fórum enfatizaram a importância de diversificar as relações comerciais, reduzindo a exposição às tarifas impostas pelos EUA, que se tornaram cada vez mais imprevisíveis sob a administração Trump. A medida reflete uma postura pragmática diante das incertezas do cenário internacional.
O movimento sinaliza uma reorientação estratégica, com a China priorizando laços com economias em desenvolvimento e reforçando sua influência na Ásia. A iniciativa não apenas busca mitigar riscos econômicos, mas também consolida o papel do país como um ator central na reconfiguração da ordem comercial global, em contraste com o protecionismo ocidental.