A ministra das Finanças do Reino Unido destacou que o crescimento econômico seria a prioridade de seu governo, mas as projeções recentes mostram um cenário desafiador. Com as previsões de crescimento para o ano reduzidas pela metade, a estratégia adotada não inclui aumento de impostos ou flexibilização das regras fiscais. Em vez disso, a proposta envolve cortes significativos, inclusive em áreas sensíveis como assistência social, em um contexto global marcado por incertezas.
A declaração da primavera, que deveria trazer sinais de recuperação, evidenciou a dificuldade em reaquecer a economia. Apesar do discurso otimista inicial, a realidade dos números deixou claro que os “broto verdes” ainda não são visíveis. A resposta do governo tem sido manter a austeridade, apostando na redução de gastos para equilibrar as contas públicas, mesmo com o risco de impactar setores vulneráveis.
Especialistas analisam que a estratégia é arriscada, já que cortes profundos podem agravar desigualdades sem necessariamente estimular o crescimento. Enquanto isso, a população aguarda medidas concretas que possam reverter o cenário econômico sombrio. O desafio agora é conciliar a disciplina fiscal com a necessidade de reativar a economia, em um momento em que o país ainda busca se recuperar de crises recentes.