A cevada (Hordeum vulgare) é um cereal com múltiplos benefícios, consumido tanto por humanos quanto por animais. É rica em fibras, carotenóides e minerais como selênio, zinco e magnésio, além de apresentar propriedades antioxidantes, sacietogênicas e laxantes. Embora sua principal aplicação seja na indústria cervejeira, como malte, a cevada também é importante na medicina tradicional chinesa, onde é usada para tratar inflamações, febres e problemas hepáticos, graças às suas propriedades nutritivas e terapêuticas.
Historicamente, a cevada tem sido cultivada desde o período neolítico, sendo um dos primeiros cereais a ser domesticado, substituído posteriormente pelo trigo. Sua presença era significativa na alimentação medieval, especialmente entre as classes mais humildes. Sensível a condições de solo e clima, a cevada exige terrenos férteis e não tolera alagamentos ou acidez excessiva para seu bom desenvolvimento. Além disso, a cevada é rica em beta-glucana, uma fibra que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e na promoção do emagrecimento.
Além de ser uma importante fonte de alimento, a cevada também oferece benefícios à saúde ocular, por conter luteína e zeaxantina, carotenoides que protegem a retina contra danos. Sua versatilidade se estende à produção de pães, bolos e até cafés substitutos, com o café de cevada sendo uma alternativa ao café tradicional. Com seu valor nutricional, a cevada se destaca não apenas na alimentação, mas também em tratamentos naturais, sendo valorizada tanto na nutrição quanto na medicina popular.