A pesquisa do Observatório PUC-Campinas revelou que, em fevereiro, a cesta básica na cidade de Campinas (SP) teve um aumento de 2,38% em relação ao mês anterior, chegando a R$ 772,11. Esse aumento foi puxado principalmente por três itens: tomate, café e carne, que têm grande impacto no valor total da cesta. A carne, por exemplo, representa 38,31% do custo, enquanto o tomate e o café correspondem a 9,60% e 4,82%, respectivamente. A alta acumulada no ano já atinge 3,83%.
A pesquisa comparou o valor da cesta básica com o salário mínimo de R$ 1.518, mostrando que ela compromete 50,8% da renda de um trabalhador. Para uma família de quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, seria necessário o custo de três cestas básicas, totalizando R$ 2.316,32 apenas para alimentação. O estudo também revelou que Campinas ocupa a 5ª posição no ranking das cidades brasileiras com o maior custo de cesta básica, empatada com Brasília, com o valor de R$ 772.
O levantamento é realizado mensalmente desde setembro de 2022 e leva em consideração 13 itens alimentícios essenciais, cujas quantidades são determinadas por decreto de 1938. A metodologia usada é a mesma do Dieese e os dados são coletados em supermercados de Campinas, na região central e bairros vizinhos, durante uma semana específica do mês. O estudo reflete as condições alimentares de uma família com base nos hábitos da região Sudeste do Brasil.