A recente proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos e aceita pela Ucrânia tem gerado preocupações sobre os riscos para a estabilidade do país, levando em conta os fracassos anteriores dos acordos de Minsk. Assinados em 2014 e 2015 para resolver o conflito entre a Ucrânia e os separatistas apoiados pela Rússia, os acordos nunca foram plenamente implementados, resultando em períodos de violência intermitente. Especialistas alertam que os erros cometidos no passado podem se repetir, pois a Rússia segue uma estratégia de desestabilização, e o fortalecimento militar da Ucrânia é visto como crucial para evitar uma nova falha.
Em 2015, a Ucrânia estava em desvantagem nas negociações, com suas forças militares fragilizadas por grandes derrotas, como as ocorridas em Ilovaisk e Debaltseve. A ajuda militar internacional, embora essencial, foi limitada no início do conflito. A falta de uma resposta firme às ações da Rússia resultou em um cenário onde as negociações eram conduzidas sob pressão, sem garantir uma solução definitiva. Hoje, a Ucrânia enfrenta um novo desafio, pois a ajuda militar dos Estados Unidos foi temporariamente suspensa devido a questões políticas internas, deixando o país em uma posição vulnerável.
Outro fator que preocupa especialistas é a manipulação das narrativas sobre o conflito, como aconteceu nos acordos de Minsk, onde a Rússia não foi mencionada explicitamente, apesar de seu envolvimento claro. A falsificação das causas do conflito contribuiu para a falta de soluções duradouras, e existe o risco de que a história se repita, com tentativas de retratar o conflito como uma disputa interna, em vez de um agressão externa. O fracasso dos acordos de Minsk mostra que qualquer nova tentativa de cessar-fogo deve levar em conta as verdadeiras dinâmicas políticas e militares para garantir uma paz sustentável.