Centrais sindicais realizaram protestos nesta terça-feira em várias cidades brasileiras, com o objetivo de pressionar pela redução da taxa básica de juros, a Selic. Em São Paulo, o ato ocorreu em frente à sede do Banco Central, na Avenida Paulista, e contou com a participação de centenas de pessoas. Os organizadores criticaram a possível elevação da Selic, que atualmente está em 13,25%, podendo chegar a 14,25% após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, destacando o impacto negativo dessa alta sobre a economia e a geração de empregos.
O movimento foi liderado por centrais sindicais como Força Sindical, CUT, CSB, CTB, UGT, Intersindical e NTST, além do apoio de entidades estudantis, como a União Municipal dos Estudantes (Umes). Durante a manifestação, os participantes enfatizaram que a manutenção de juros altos prejudica o consumo e o investimento na indústria, apontando que a redução da taxa seria uma medida fundamental para a recuperação econômica do Brasil. A crítica central foi de que o Banco Central estaria priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento da economia real.
Além das centrais sindicais, o movimento também foi reforçado por denúncias do movimento estudantil, que afirmou que os altos juros dificultam o investimento em áreas essenciais como a educação. Os manifestantes argumentaram que a discrepância entre o volume de recursos destinados aos bancos e os investimentos em setores públicos essenciais é um obstáculo para o desenvolvimento do país. O Banco Central, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre os protestos.