Uma mulher de 29 anos, presa por pichar a estátua “A Justiça” em frente ao STF durante os atos de 8 de janeiro de 2023, enviou uma carta ao ministro Alexandre de Moraes em outubro de 2024. No documento, ela afirmou ter participado da manifestação acreditando ser pacífica e que não conhecia a importância do monumento. A carta foi anexada aos autos do processo, e o sigilo foi removido em março de 2025, revelando seu arrependimento pelo ato, que classificou como “desprezível”.
O caso está sendo julgado pela 1ª Turma do STF, composta por cinco ministros. Até o momento, dois votos foram favoráveis à condenação da acusada a 14 anos de prisão. O julgamento, que ocorre em sessão virtual, foi suspenso a pedido de um dos magistrados para revisão da pena. A decisão final depende ainda de mais um voto para formar maioria.
A operação que resultou na prisão da mulher faz parte da investigação sobre os atos extremistas de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. A defesa alega que ela usou apenas um batom para pichar a estátua, referenciando uma frase dita por um ministro da Corte em 2022. O caso aguarda conclusão após análise dos autos.